terça-feira, 24 de março de 2009

120 anos do nascimento de Anita Malfatti

.......................Anita Malfatti 1889 - 1964 ..............................

Este ano, em novembro, comemoraremos os cento e vinte anos do nascimento de Anita Malfatti(foto acima), considerada por muitos como a protomartir do modernismo brasileiro. A bem da verdade, Malfatti foi, usando uma linguagem mais atual, a primeira que deu a "cara para bater", expondo em 1917 em São Paulo, pinturas e desenhos que surpreenderam alguns, chocaram outros e agradaram a muito poucos. Saliente-se que à época, a elite paulistana estava por demais aferrolhada ao academismo europeu, e não conseguia entender ou aceitar, algo que não pertencesse a essa linha. A carga de aprendizado e vivência com a arte de vanguarda que Anita Malfatti absorveu na Alemanha e posteriormente nos EUA, lhe valeu isto sim, a verdadeira maternidade e o pioneirismo do modernismo brasileiro. Por mais que a pena marota de Monteiro Lobato, tenha sido quase que mortal para a pintora em seu artigo "A Propósito da Exposição Malfatti", não podemos negar a esta grande artista o seu devido lugar na história. Aliás, existe uma tradição que diz que a iniciativa do artigo de Monteiro Lobato partiu de um pedido do tio da artista, George Krug, que apesar de padrinho e apoiador das viagens e iniciativas de Malfatti, não suportava a "nova arte" apresentada pela sobrinha. Lobato, teoricamente, como também não morria de amores pelo dito "modernismo", aproveitou a oportunidade e atirou para todos os lados, pois os alvos eram muitos. Os únicos a apoiarem a artista, foram à época os futuros modernistas Mario de Andrade, que dedicou um poema à pintura "O Homem amarelo", exposta na ocasião, e Oswald de Andrade, que publicou um artigo em apoio a Malfatti, no dia seguinte ao do encerramento da mostra. A verdade, é que o ocorrido ofuscou muito do brilho que a artista merecia, fazendo inclusive com que Anita Malfatti se recolhesse e praticamente abandonasse aquela forma de pintar, executando na maioria das vezes trabalhos próximos do que poderíamos chamar de convencional. Participou posteriormente, com Di Cavalcanti, John Graz, Zina Aita e outros pintores, da Semana de Arte Moderna de 1922, com parte das obras da exposição de 1917 e também algumas obras que produzira após a fatídica exposição de 1917 mencionada, frutos de pesquisas na arte modernista, mas sem o mesmo ímpeto da fase inicial. Após a "Semana", em 1923, como bolsista do Pensionato Artístico do Estado de São Paulo, foi para a Europa e lá permaneceu por cinco anos, pintando e aperfeiçoando principalmente o desenho, desenvolvendo uma enorme destreza com a mão esquerda, uma vez que sua mão direita possuía uma má formação de nascença, que não lhe permitia ser usada, outro grande complexo que Anita carregou durante toda a sua vida. São muitas as fotos onde ela aparece encobrindo a mão direita com um lenço, algum objeto ou simplesmente deixando-a por trás do corpo. De qualquer forma este defeito, se assim poderíamos chamar, não a impediu de gerar obras maravilhosas ao longo de toda a sua carreira.


Após seu retorno do Velho Continente, Anita se dedicou ao ensino de pintura, que lhe garantiu parte do sustento, e à pintura principalmente das paisagens brasileiras onde as cenas de interior com seus habitantes e seus costumes e festas, tem lugar de destaque. A obra acima, "Carro de Boi", é um exemplo muito bom do trabalho dessa época. Interessante notar o toque modernista, onde os bois e o próprio condutor do carro, executados em tons de cinza, contrabalançam e contrastam com o casebre e a vegetação, executados em toques rápidos e precisos, numa paleta de ocres e verdes suaves, que nos fazem sentir o cheiro da mata e o odor da terra, além de ouvir o ranger das rodas do carro de boi no seu movimento lento e duro pelo caminho empoeirado. A obra de Anita Malfatti é poesia, soneto heróico composto à revelia, onde talvez sua grande algoz fosse ela mesma.
Sua produção foi intensa e enorme, pois, além das aulas, vivia de sua pintura, tendo participado também de inúmeras exposições, inclusive da Família Artística Paulista, I Bienal de São Paulo e da VII Bienal de São Paulo de 1963, na qual teve sala especial. O MASP apresentou uma retrospectiva sua em 1949, onde algumas das obras da exposição de 1917, a chamada fase expressionista, estavam presentes, juntamente com obras da fase européia da dec. 20 e paisagens, flores e retratos das décadas de 30 e 40.

Acabou seus dias vivendo entre o apartamento de São Paulo e a chácara de Diadema, a qual retratou algumas vezes, como na pintura mostrada acima, executada na maneira impressionista, em toques rápidos, muito precisos e com "impasto" generoso, traduzindo para a tela um realismo fantástico, de um sol que ilumina e cora, não só a pele mas a lembrança, de uma vegetação vasta cuja sombra acolhe, refresca e descansa, quem do pequeno solar como Anita, viu o céu se abrir e Deus proclamar: Vem artista, vem pintar, que hoje aqui em cima é dia de festa e dança!

segunda-feira, 16 de março de 2009

O Wildenstein Institute


Como já havia dito em uma postagem anterior, vou aos poucos informando ao leitor alguns caminhos a seguir para aqueles que querem autenticar obras de artistas estrangeiros, principalmente os franceses ou que atuaram a maior parte do tempo na França, e que foram consequentemente "adotados" como o sendo pertencentes ao país.

Para começar, vou falar um pouco sobre aquele que é o responsável por uma parte considerável das autenticações de alguns dos maiores nomes da pintura e escultura européias. Trata-se do Wildenstein Institute, sediado em Paris à rua de La Boétie, 57, no coração dos Champs Elysées. Sucessor da Fondation Wildenstein, o instituto é hoje dirigido por Guy Wildenstein, e é composto por dois braços distintos: um de pesquisa, catalogação e certificação de obras de arte, e outro de publicações, principalmente dos catálogos raisonnés pelos quais são responsáveis. No prédio da rue de La Boétie, um enorme palacete do século 18, devem trabalhar no máximo umas quarenta pessoas, nos dois segmentos mencionados. Geralmente, os especialistas em cada artista, são convidados a trabalhar sob o patrocínio do Wildenstein Institute, que de certa forma, dá as cartas no processo de autenticação de cada obra.


Só para se ter uma idéia do poder que o instituto tem, segue abaixo uma relação de alguns nomes de artistas dos quais ele é o responsável pela catalogação, certificação e edição do respectivo catálogo raisonné:

- Gustave Caillebotte, Gustave Courbet, Paul Gauguin, Théodore Géricault, Ingres, La Tour, Edouard Manet, Claude Monet, Berthe Morisot, Odilon Redon, Auguste Rodin, Seurat, Velázquez, Pierre-Auguste Renoir, Fernand Léger, Albert Marquet, Amedeo Modigliani, Camille Pissarro, Kees Van Dongen, Maurice de Vlaminck, Édouard Vuillard e Francisco de Zurbarán, entre muitos outros.


E, como é de se esperar, com todos esse poder nas mãos, os Wildenstein vão ao longo do tempo, arrumando uma boa série de inimigos. Já existem vários processos contra o Wildenstein Institute correndo nas cortes parisienses, por parte de colecionadores que se acharam injustiçados pela não inclusão de suas obras em catálogos raisonnés editados, e muitos deles já transitaram em julgado com sérias derrotas impostas aos Wildenstein.


Da minha parte, o que posso dizer é da experiência pessoal que tive com eles em 1999. São difíceis, secos, impessoais e até grosseiros sob certo aspecto. Fui do Brasil para lá, e Daniel Wildenstein sequer quis me receber. Concordo que eles possuem um certo poder de Midas e que todo cuidado é pouco para não cometer erros, mas me senti constrangido( mas se eu fosse um banqueiro.....). Consegui passar pela terceira porta do instituto e ser recebido por Mme. Decroocq, que à época era responsável pelos catálogos Redon e Modigliani. Fui tratar do Renoir, do qual já postei o processo anteriormente, e confesso que me assustei quando me apresentaram a responsável pelo comitê Renoir naquele momento: uma jovem de vinte e poucos anos de nome Ruth Legrand, que não me inspirou grande confiança e muito menos deixou transparecer que tinha bom conhecimento sobre o artista. Na verdade, do que todos se valem ao se aproximar do instituto para lá trabalhar, são dos arquivos, um dos mais extensos e completos da Europa. Com isso, já dá para perceber que a última palavra sobre quais obras entram nos catálogos é mesmo dos Wildenstein. De qualquer forma, não consigo me acostumar com a idéia de que um dos maiores comerciantes de arte do mundo( eles possuem galerias em Nova Iorque, Tóquio e Buenos Aires, com acervo na casa de bilhões de dólares) possa ser certificador de obras tão raras, importantes e caras, e o pior, com a conivência de muita gente de peso do mercado. Mas, ouvi muitas pessoas do próprio mercado parisiense, dizer que já não aguentam mais a postura déspota dos Wildenstein. Seria muito bom se os comitês fossem totalmente independentes, fora dos muros do instituto, possivelmente encabeçado por gente da reunião dos museus franceses. Não que fosse melhorar muito mas já daria um toque de indepedência que hoje não existe. Com isso, todos os que têm alguma obra de algum artista dos citados acima para autenticação, preparem o estômago e boa sorte! Eles são duros de engolir. Para quem domina o inglês e deseja entender um pouco mais do que foi dito acima, assista o documentário no link abaixo feito pela BBC de Londres. É de chorar!
http://www.youtube.com/watch?v=SBCADQL7Nio

quarta-feira, 11 de março de 2009

Mario Zanini

Mario Zanini é sem sombra de dúvida, um dos maiores artistas brasileiros. Foi dono de uma arte moderna, algo distante dos padrões da Semana de Arte Moderna de 1922, mas com certeza muito marcante. Sua origem humilde, vindo de um bairro operário paulistano, propiciou um aprendizado artístico bem diferente daquela elite que patrocinou e participou da "Semana de 1922". Focado inicialmente na pintura da paisagem paulista, Zanini mostra desde os primeiros trabalhos uma inquietação muito grande quanto às formas de expressão pictórica, sinal de quem já mostrava uma necessidade extrema de busca contínua pela evolução, dentro daquela arte que realizava com o esmero e cuidado de um bom artesão, fruto também dos estudos no Liceu de Artes e Ofícios, bem como com o mestre George Elpons. A posterior participação no Grupo Santa Helena, com o contato constante com artistas do porte de Alfredo Volpi, Francisco Rebolo, Rossi Osir e muitos outros, trouxe a Zanini não só boas e longas amizades mas também algumas respostas no campo da arte que tanto buscava. A liberdade no desenho, com traços soltos, de execução rápida e concepção moderna, conferiram à obra de Zanini uma característica própria, de estilo inconfundível e marcante. Suas figuras, como a obra reproduzida acima, "Mulheres Conversando", executada em várias versões, possuem uma mensagem de cunho social, sempre agregada ao trabalho e trabalho duro, sem que isso tirasse destas figuras, e mesmo dele, a alegria. Participou também da Família Artística Paulista, das Bienais de São Paulo de 1951, 1953 e 1959 e de outras inúmeras exposições.


Seus quadros são hoje disputados pelos bons colecionadores brasileiros e seu nome é sempre lembrado quando o assunto é a paisagem paulista, como a reproduzida acima, "Vista de Santa Cruz", em Itatiba - SP. Mario Zanini é um artista que também mereceria um trabalho de catalogação de sua extensa obra. Acredito que ainda veremos suas pinturas brilharem muito mais do que vemos hoje em dia.

domingo, 8 de março de 2009

Maria Leontina


Outra artista que impressiona pela biografia é Maria Leontina Franco Dacosta, ou simplesmente Maria Leontina, como costumava assinar suas obras. Esta paulista de nascimento, casada com o pintor Milton Dacosta, possui um curriculum invejável e é com certeza uma das maiores expressões da arte abstrata brasileira. Tendo participado de sete edições da Bienal de São Paulo entre 1951 e 1967, bem como da Bienal de Veneza de 1950 e do Salão de Maio de Paris de 1952, Maria Leontina amealhou durante sua carreira vários prêmios importantes, e mais que isso, o reconhecimento da crítica e do público pelo seu extenso e maravilhoso trabalho. Possuidora de uma paleta discreta, transmitia em suas obras um lirismo e uma poesia de características inconfundíveis, fossem nos óleos, aos quais pertencem naturezas mortas excepcionais, ou nos desenhos a giz e pastel, técnicas nas quais deixou obras figurativas e abstratas encantadoras, como o pastel reproduzido acima e o retrato abaixo, onde toda a força e ao mesmo tempo delicadeza da obra dessa grande artista está presente. Maria Leontina faleceu em 1984 e reputo como sendo uma das expressões da arte brasileira que mereceria um esforço sério de catalogação. Fica aí a sugestão. Até a próxima!

Maria Leontina, Retrato de Mulher, Pastel s/ papel.

sábado, 7 de março de 2009

Um pouco sobre o artista Rubem Ludolf

Ao pesquisar um pouco mais sobre Rubem Ludolf, em meio a uma negociação, me surpreendi com a riqueza da biografia deste alagoano, que se formou arquiteto em 1955 pela Universidade do Brasil no Rio de Janeiro, local inclusive onde veio a ter aulas de pintura com Ivan Serpa, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Integrou ainda na década de 50 o Grupo Frente, tendo em seguida aderido ao movimento de arte concreta, participando da mostra no MAM SP em 1956. Participou de cinco Bienais de São Paulo, entre 1955 e 1967, tendo em 1967 participado com três obras de grandes dimensões, denominadas Superfícies C, D e E. Concreto até no nome das obras!! Entre outras inúmeras exposições, participou também da Bienal de Paris de 1961. Existem referências a seu respeito nos principais compêndios sobre arte no Brasil, como Roberto Pontual, MEC e etc.. Acima, o pendant Amarelo/Vermelho de autoria de Rubem Ludolf datado de 2004. Nas próximas postagens, lembrarei de outros artistas brasileiros da arte abstrata e figurativa. Até lá.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Responsáveis pelas autenticações de obras de arte

Tenho sido questionado muitas vezes por colecionadores ou simplesmente possuidores de uma tela ou desenho, sobre como fazer para autenticar uma obra de arte. A questão é muito ampla, mas podemos dizer que para os principais artistas cujas obras são comercializadas no Brasil e principalmente no exterior, existem sempre pessoas ou instituições reponsáveis pela análise e certificação das obras a eles atribuídas. No Brasil, considero o trabalho pioneiro de certificação e catalogação como sendo o do Projeto Portinari, encabeçado pelo filho do artista, João Cândido Portinari, que por mais de 25 anos vem pesquisando e catalogando a obra daquele que é considerado por muitos como o mais importante pintor brasileiro. O resultado do trabalho foi compilado e publicado em um catálogo chamado raisonné, em cinco volumes, que contém aproximadamente 5.000 obras catalogadas do pintor de Brodowski. O contato pode ser feito pelo site http://www.portinari.org.br/ cuja página inicial se vê abaixo . As consultas são respondidas rapidamente e com extremo profissionalismo.






Outros esforços de catalogação das obras de vários artistas estão sendo levados a cabo no país, sejam por estudiosos e especialistas, sejam por instituições constituídas para esse fim. Citaremos abaixo algumas dessas iniciativas, com as respectivas formas de contato, para que o interessado que possua alguma obra atribuída a um dos artistas citados, possa dar início ao processo. São eles
Tarsila do Amaral - base7 - www.base7.com.br/tarsila
Iberê Camargo - Fundação Iberê Camargo - http://www.iberecamargo.org.br/
Inimá de Paula - Fundação Inimá de Paula www.inima.org.br/fundacao.htm
Anita Malfatti - Stella Maria de Mendonça - stella@portalartes.com.br
Leonilson - Projeto Leonilson - http://www.projetoleonilson.com.br/
Clóvis Graciano - Projeto Clóvis Graciano - http://www.projetograciano.com.br/
John Graz - Instituto John Graz - http://www.institutojohngraz.org.br/
Thomaz Ianelli - Instituto Cultural Thomaz Ianelli - São Paulo
Antonio Gomide - Dra. Elvira Vernaschi - São Paulo
Arcângelo Ianelli - Sra. Kátia Ianelli - São Paulo
Aldemir Martins - Sr. Pedro Martins - São Paulo
Francisco Rebolo Gonzales - Dra. Lisbeth Rebolo Gonçalves - São Paulo
Tomie Othake - Instituo Tomie Othake - http://www.institutotomieohtake.org.br/
Dos nomes citados acima, apenas Tarsila do Amaral( três volumes e um CD ROM), Iberê Camargo( um volume sobre as gravuras) e Inimá de Paula( dois volumes) já possuem catálogos raisonnés editados.
Dos principais artistas brasileiros hoje comercializados no mercado, salientamos que nomes como Di Cavalcanti, Alberto da Veiga Guignard, Ismael Nery, Bonadei, Djanira, Milton Dacosta, Maria Leontina e Ivan Serpa não possuem um trabalho de catalogação.
A catalogação da obra de Alfredo Volpi foi feita parcialmente, restando muitas obras por serem catalogadas, o que prejudica o conhecimento da real produção do artista, descaracterizando muito o seu mercado. Foram catalogadas aproximadamente 2.400 obras, quando estima-se em mais de 6.000 o total da produção do artista, que trabalhou por mais de 60 anos.
Nota acrescentada em junho de 2016: Mais recentemente foi criado o Instituto Volpi para promover a catalogação completa do artista, tendo como base o CD ROM já editado anteriormente. O acesso pode ser pelo site http://www.institutovolpi.com.br/ .

José Pancetti também é outro artista que mereceria um trabalho sério de catalogação. O livro sobre ele editado por José Roberto Teixeira Leite na dec. 70 continua sendo a melhor referência sobre as obras do artista, apesar de conter apenas uma parte delas.
Cícero Dias é um dos artistas que começará a ter a obra catalogada em breve, num esforço comandado pela esposa do pintor Sra. Raymonde Dias.
O Museu Lasar Segall chegou a cogitar o início de um trabalho de catalogação da obra de Lasar Segall, com vistas à edição de um catálogo raisonné. Hoje em dia, o museu só emite certificados para aquelas obras que estejam documentadas nos arquivos da instituição, ou seja, muito poucas. São várias as obras de Segall que esperam uma análise mais séria para a autenticação.
Por enquanto é só. Numa próxima postagem, citarei alguns comitês de certificação no exterior, onde o esforço para se autenticar uma obra de arte é bem maior. Até breve!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Leilão da Pro Arte em São Paulo

Acontece no próximo dia 16 de março em São Paulo, o leilão da Pro Arte. Destaque para obras de Di Cavalcanti, Arcângelo Ianelli, Tomie Othake, Manabu Mabe e Benedito Calixto, na seleção de 90 obras que irão a leilão na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1644. Acima reproduzido, temos o lote 47, de autoria de Arcângelo Ianelli, Composição geométrica, uma das sensações do evento. Vale a pena conferir http://www.proartegaleria.com.br/ .