terça-feira, 10 de maio de 2016

Excepcionais obras para coleção

Gilberto Salvador
Prezados leitores, não é bem a finalidade deste espaço mas vou aproveitá-lo para oferecer ao público em geral algumas obras do acervo, em sua maioria óleos e acrílicos. Havendo interesse, façam contato por email e fornecerei os detalhes.

Logo acima vemos Gilberto Salvador e abaixo temos Jorge Casteran, Giancarlo Zorlini, José Paulo Moreira da Fonseca, Carlos Bastos, Escola Européia com selo da Sotheby's Inglaterra, Scliar, Jorge Vidgili, Paulo do Valle Jr, Maria Prestes, Sorensen, Saint Clair Cemin, Francisco Aurélio de Figueiredo, Fogaça, Luiz Zilveti, Colete Pujol, Virgílio Lopes Rodrigues, Virgílio Della Monica, Sophia Tassinari e Zanini.


Jorge Casteran
Jorge Casteran
Giancarlo Zorlini
Josè Paulo Moreira da Fonseca
Carlos Bastos
Escola Européia (Sotheby's)
          
         Carlos Scliar
Jorge Vidgili



     
     Paulo do Valle Jr.
                                                                     
Maria Prestes                                                                                               
Carlos Sorensen

Saint Clair Cemin
Francisco Aurélio de Figueiredo
Fogaça
Jorge Vidgili

Paulo do Valle Jr.

Luis Zilveti

Virgílio Lopes Rodrigues
Colete Pujol
Virgílio Lopes Rodrigues
                                                                                                 
Virgílio Della Monica
Sophia Tassinari
      
Mario Zanini

sábado, 7 de maio de 2016

Pequeno Antonio Bandeira redescoberto



A obra reproduzida acima, foi encontrada em um leilão do interior de São Paulo, e, a princípio, tinha autoria desconhecida. Trata-se de uma técnica mista sobre cartão, com aproximadamente 6cm x 8cm, com uma assinatura e aparentemente datado de 1948. Uma análise mais minuciosa revelou se tratar de uma pequena peça de autoria de Antonio Bandeira de 1948, ano em que o artista estava na França. O contato com a escola francesa da época, em constante ebulição de idéias e estilos, gerou em Bandeira uma necessidade de expressão com refinada liberdade de formas do ser humano e seus objetos mais próximos. A estilização das figuras tornou-se uma característica marcante das obras do primeiro período francês do artista, entre 1946 e 1950,  apesar de que poucos conhecem as não muitas obras dessa fase.

Perambulando por catálogos antigos vemos alguns exemplares "irmãos" maiores da pequena peça reproduzida no introito:



 

As imagens acima foram retiradas dos catálogos de Soraia Cals/ Evandro Carneiro e da Exposição Desconfigurações, e são bom exemplo da temática e técnica utilizadas por Bandeira à época citada. Temos em mãos sem dúvida, uma pequena pérola da obra deste magnífico artista que foi Antonio Bandeira.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Que tal achar um Caravaggio no sótão?


Caravaggio - Judith decapitando Holofernes

O quadro acima, que mostra a cena bíblica de Judith decapitando Holofernes, general de Nabucodonosor, foi recentemente confirmado por alguns especialistas como vindo das mãos do artista lombardo Caravaggio. Apesar de não ser uma unanimidade entre os especialistas, o quadro foi considerado autêntico pelos experts em Caravaggio Eric Turquin e Nicola Spinoza, este último ex-diretor do Museu de Nápoles e considerado um dos maiores especialistas na obra do artista. O mais interessante é que o quadro foi encontrado no sótão de uma casa no sudoeste da França, e a princípio foi atribuído a Louis Finson, um contemporâneo de Caravaggio. Talvez se este quadro tivesse sido encontrado aqui no Brasil ou em algum outro país das Américas, ele teria sido considerado uma cópia, falsificação ou outra coisa semelhante. Quando a redescoberta é na Europa, sempre a visão é diferente e falo isso com certa experiência. De qualquer forma, quem tem sótão com coisas antigas seria bom dar uma olhada...

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Modigliani, Panama Papers e o mercado de arte internacional



O Modigliani acima, Homem com Bengala, tem sido motivo de uma luta judicial entre Philippe Maestracci, neto do falecido marchand parisiense Oscar Stettiner e a família Nahmad, dona da Nahmad Gallery de Nova York, comandada por Helly Mahmad, um homem relativamente jovem de feição fechada, que aparentemente nunca sorri e que vive sempre em apuros com a polícia e a justiça, cujo pai David Nahmad, controla o IAC - International Art Center, uma offshore que recentemente apareceu na divulgação dos Panama Papers, como sendo parte de um esquema internacional de sonegação fiscal e ocultação de patrimônio. Fontes do mercado, estimam que o acervo do IAC, estocado no freeport de Genebra - Suiça, beira os US$ 4 bi. Detalhes dessa história mostram inclusive um lado sombrio do mercado internacional de arte fina, onde não faltam manipulações de preços, simulação de leilões e outras práticas ilegais, aparentemente em acordos escusos com marchands e as grandes casas de leilões internacionais. A partir de agora, vamos ter que analisar muito bem as vendas de arte internacional, para sabermos se houve mesmo o arremate ou simplesmente uma jogada onde esteja envolvida uma offshore sediada numa ilha do Atlântico ou do Pacífico, talvez em cima de um coqueiro...Resta admirar o Modigliani.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Luís Zilveti - pintor boliviano contemporâneo


Luís Zilveti - Cocina no.6 - óleo sobre tela

A obra reproduzida acima, de autoria de Luís Zilveti, é uma das pinturas do núcleo de arte latino-americana que pretendemos expor em nosso futuro museu.

Luís Zilveti nasceu em La Paz, Bolívia, em 1941 e desde a década de 1970 reside em Paris. Desenhista, pintor e muralista, possui um estilo figurativo inconfundível, com seus motivos imersos em brumas, nuvens e sombras. Estudou na Escola de Belas Artes de La Paz e depois arquitetura na Universidade San Andres. Em 1967 seguiu para Paris como bolsista na Cité Internationale des Arts em prêmio conferido pela Fundação Patiño, frequentando em seguida na mesma cidade o ateliê de gravura de Friedlander.

Possui inúmeros prêmios e suas obras e murais estão presentes em museus e coleções particulares na Europa e nas três Américas, possuindo inclusive verbete no importante dicionário de arte e artistas Benezit. É considerado um dos mais importantes artistas contemporâneos bolivianos da atualidade.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Mercado de Arte Internacional em baixa?


Gallery assistants carry the painting 'Tete de femme' by Pablo Picasso during a media preview of Impressionist and Modern Art Evening Sale at Sotheby's in London, Britain January 28, 2016. The picture is estimated to sell for between 16 -20 million British pounds when it is auctioned on February 3 in London.REUTERS/Stefan WermuthEDITORIAL USE ONLY. NO RESALES. NO ARCHIVE ORG XMIT: SWT05
Picasso - Tête de femme - vendido por US 27 milhões  Fonte: Uol - Folha

Matéria de hoje da UOL - Folha comenta a queda dos negócios no mercado de luxo internacional, no qual se inclui o mercado de arte fina. O exemplo do quadro reproduzido acima de Picasso, Tête de Femme, que havia sido comprado por Jho Low em 2013 por US$ 40 milhões, alcançou recentemente a cifra de US$ 27 milhões, conferindo ao seu proprietário um sonoro prejuízo. Pergunto a mim mesmo: será que foi mesmo vendido? A questão é que o mercado de arte internacional também foi inflado nos últimos anos pela política de expansão monetária da União Européia, EUA e China. Grandes volumes de dinheiro a juros praticamente zerados, sem sombra de dúvida contribuíram para que um processo especulativo se estabelecesse no mercado de arte. O caso do Picasso descrito acima me parece um bom exemplo. Em minha opinião, comprador de Picasso que se preze, adquire a obra e a retém por um bom tempo, para maturação do investimento. Comprar em 2013 para vender em 2016 soa a mercado financeiro especulativo, aliás, uma das especialidades de Jho Low, ou então que ele esteja quebrado, o que não acredito.

Arte fina é e continuará sendo uma excelente opção como reserva de valor em momentos de crise como a que estamos vivendo. Claro que existem limites a serem avaliados quando da compra, principalmente se ela for com vistas a investimento. Deixar-se levar pela emoção em um leilão para adquirir uma peça de valor como um Picasso, só se justifica pela paixão pela arte e pelo prazer que a contemplação de obras primas nos transmitem, ou até mesmo pelo prazer de possuir algo único, desejado por muitos, como pura fruição. 

No Brasil, temos notícias de que o mercado está algo paralisado mas, ao contrário do noticiado lá fora, os preços das obras primas não caíram. Sentimos sim o achatamento de preços nas obras de nível intermediário, geralmente comercializados junto à classe média, esta sim extremamente atingida pela crise financeira. Outro fator foi o aparecimento de inúmeros leilões "on line", o que aumentou a oferta de obras com a consequente derrubada nos preços.

Jamais me arrependi de indicar o investimento em arte fina, principalmente em períodos de crise, quando temos excelentes oportunidades, como uma forma de multiplicação de patrimônio. É escolher bem e com bom critério, que o resultado será excepcional. Além é claro e principalmente, do deleite gerado pela contemplação de uma boa obra de arte. É experimentar para nunca mais parar de fazê-lo.

terça-feira, 8 de março de 2016

Gregory Fink, é uma honra!


Sem título, 90x150, técnica mista sobre painel - Fonte: site do artista

Hoje pela manhã, ao abrir meus emails, fui surpreendido pelo gentil convite feito pelo artista plástico Gregory Fink para adicioná-lo ao network do LinkedIn. Dentro de minha pequenez, me senti imensamente lisonjeado. Artista de renome, sua fama atravessou oceanos e suas obras já embelezam paredes de coleções particulares e museus pelo mundo, onde se ressaltam EUA, Inglaterra, França e Itália.

Sua pintura, em minha opinião, se caracteriza de maneira geral por um figurativismo lírico, cheio de gestualidade, no qual percebemos um "que" de Modigliani aliado a um desenho de expressão de Segall dos primeiros anos com um sotaque de Inos dos anos 60, realçado por um colorido ora orientalista pela diluição, ora "fauve" pela intensidade e pureza, conferindo às suas pinturas uma característica única, indelével e inconfundível, cujo fio condutor revela a sensibilidade e carinho com que o artista as executa. Sem sombra de dúvida ficará na história.

Gregory Fink, é uma honra!