
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Sörensen - A poesia da cor

quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Gilberto Salvador - Um Mestre Contemporâneo

Gilberto Salvador -"Solar Composto", 80x180 cm, datada de 1999
Além de artista plástico dos mais completos, Gilberto Salvador é arquiteto e professor universitário. Em complemento às obras que produziu, levou também suas idéias e conceitos em palestras e conferências proferidas no meio artístico brasileiro. Seu espírito é inquieto, seu instinto criador é fértil e seu trabalho é de artesão dedicado. Em seu ateliê extremamente profissional e organizado, dá asas à imaginação realizando obras delicadas e bem elaboradas, ricas em detalhes que espelham sua maestria: do papel artesanal para as gravuras ao fino acabamento de suas pinturas, passando pelos recortes, colagens e densos depósitos de pigmentos de seus quadros e elementos que tangem ao escultórico, buscando a tridimensionalidade tão almejada desde os primórdios. Como escultor, realizou obras importantes, uma das quais, com o título de "O Vôo de Xangô", está na Estação Jardim São Paulo do Metrô da capital paulista.
As obras de Gilberto Salvador já integram os acervos de importantes coleções particulares e museus como o Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado, o MASP - Museu de Arte de São Paulo, MAM SP -Museu de Arte Moderna de São Paulo e a Pinacoteca do Estado de São Paulo entre outros.
Entre as suas inúmeras exposições individuais e coletivas, destaque para a Bienal de São Paulo(67,77 e 91) e a Bienal Iberoamericana de Arte no México(98).
A partir de 12 de Setembro de 2009, acontece a "Gênesis no Museu da Casa Brasileira", exposição reunindo 30 peças tridimensionais de Gilberto Salvador, organizada por sua esposa e marchand, Ana Claudia Roso, com lançamento conjunto de um livro sobre a exposição e o artista. Vale a pena visitar pois Gilberto Salvador é sem sombra de dúvida um dos grandes nomes da arte contemporânea brasileira.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Salão da Hebraica em São Paulo

sábado, 8 de agosto de 2009
Leilão de Agosto da Bolsa de Arte do Rio de Janeiro

O leilão oferecerá ainda obras de Pancetti, Portinari, Tarsila, Bonadei e Djanira entre muitos outros artistas, que justificam uma visita e uma consulta ao catálogo, que está "on line" no site www.bolsadearte.com . É sempre bom lembrar que as obras comercializadas pela Bolsa de Arte, passam a ser, quase sempre, referências no mercado, aumentando ainda mais a importância do evento. Bom leilão!
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Leilão de Agosto da Pro Arte em São Paulo
A obra reproduzida abaixo, "Músicos" de Clóvis Graciano, pertencente a uma das melhores fases do artista, e que com certeza será disputada no leilão, é a que nos chega no convite.

O caro leitor pode ter acesso ao catálogo "on line" através do site http://www.proartegaleria.com.br/ . E não hesite em dar uma passada pelo leilão na próxima segunda-feira, pois sempre haverá uma boa oportunidade. Boas compras!
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Bruno Giorgi - Um Escultor do Modernismo Brasileiro
Realizou muitas exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior, incluindo as Bienais de São Paulo e de Veneza, conquistando renome internacional. Realizou uma série de esculturas para Brasíia em 1959/1960, onde a obra "Candangos" , reproduzida abaixo, é um dos símbolos da cidade.
sábado, 25 de julho de 2009
Alfredo Volpi e as bandeirinhas

Volpi era, além de um grande artista, um grande artesão e trabalhador. Fazia o que gostava e gostava do que fazia. Isso é perceptível em cada detalhe de seus quadros. A evolução de sua obra ao longo de sua carreira, mostra como a visão que o artista tem do mundo se transforma com o tempo, e o que das impressões que o meio lhe causam são transportadas para as telas. No caso de Volpi, o seu compromisso maior acabou sendo com a cor. A geometria obtida com as chamadas "bandeirinhas", foi o estágio final de uma linguagem que buscava transmitir sensações cromáticas equilibradas ao observador. A bem da verdade, só o próprio artista sabia no seu íntimo o que realmente via e buscava nas suas telas. As bandeirinhas eram na verdade, quadrados ou retângulos dos quais se tiravam um triângulo. Seus arcos talvez fossem estágios finais de uma visão dos arcos das portas de suas fachadas, que por sua vez foram paisagens e casarios que aos poucos perderam a perpectiva e ganharam representação em apenas duas dimensões. Uma vez questionado sobre as bandeirinhas que pintava, exclamou:"Mas eu não pinto bandeirinhas. Quem pinta bandeirinhas é o Pennacchi". Desta expressão podemos obter muitas respostas para entender quem foi Alfredo Volpi.
Muitas das pessoas que hoje conhecem ao menos o nome Volpi, o relacionam diretamente com as tais bandeirinhas, e não tem conhecimento do longo caminho trilhado pelo artista, que começou pintando figuras e paisagens em pedaços de papelão e tampas de caixas de charuto, como a reproduzida abaixo, possivelmente pintada em Itanhaém, na qual se percebe a maestria de execução. Pinceladas rápidas, precisas e com impasto generoso, extraindo da paisagem todas as impressões que lhe agradavam, com uma qualidade alcançada por poucos. Realmente coisa de mestre.
Na verdade, para os mais desavisados, é difícil estabelecer uma relação entre as paisagens e por exemplo a obra abaixo reproduzida, Menino Jesus com o globo na mão, onde a figura e a geometria se misturam.


E por fim, uma de suas composições com bandeirinhas, o seu estágio final, pelo qual Volpi se tornou mundialmente conhecido. Nesta obra, chamada de "Ogiva" vê-se o coroamento de uma carreira de mais de 70 anos de pintura, de um artista que amou intensamente o que fez e deixou um legado de trabalho expresso em telas, hoje muito disputadas por colecionadores do Brasil e do exterior.
Volpi é sem sombra de dúvida, um dos maiores artistas que este Brasil já viu, e sua obra, mesmo já tendo sido tão estudada, ainda com certeza merecerá novas análises, pois o conteúdo pictórico e o repertório de criação que carrega é quase que inesgotável.